O USO DO BASALTO COMO FONTE DE SEQUESTRO DE CARBONO

    Os níveis crescentes de CO2 na atmosfera, provenientes principalmente da geração de energia, são apontados como um dos principais responsáveis pelo aumento do efeito estufa. Mesmo com todas as previsões catastróficas resultantes do aumento da temperatura na Terra, não se pode frear o crescimento econômico de países em desenvolvimento. 


    Seria utopia pensar que se pode parar de utilizar combustíveis fósseis, principalmente porque são, hoje em dia, formas de baixo custo para produzir energia. Neste contexto, surge a necessidade de encontrar formas que permitam o uso de combustíveis fósseis durante o período de transição para outras formas menos poluidoras de produção de energia levando aos países assinarem o protocolo de Kyoto em e ratificá-lo através do acordo de Paris na 21ª Conferência das Partes (COP21) da ONU – Organização das Nações Unidas.


    O acordo no Brasil foi aprovado pelo Congresso Nacional, em 12 de setembro de 2016, momento em que concluiu o processo de ratificação do Acordo de Paris, ficando assim, obrigado a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025, com uma contribuição indicativa subsequente de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030.


    Há várias opções para a redução dos níveis de CO2 na atmosfera, sendo a Captura e Armazenamento de Carbono (CAC) apontada como uma forma eficaz de diminuir a concentração de CO2(2) e a carbonatação mineral é uma das possibilidades de armazenar o CO2, pois esse processo ocorre lentamente na natureza e é uma das opções para o sequestro de carbono de forma estável, ou seja, na forma de carbonatos insolúveis. 


    Estima-se que 100 Mt de CO2 sejam sequestrados por ano sob a forma de carbonatos inorgânicos. Segundo estimativas, o armazenamento mineral tem capacidade para mais de 10.000 Gt de CO2 por um tempo de armazenamento acima de 100.000 anos. 
    Sabe-se que silicatos naturais, como olivinas, serpentinas, basalto, wollastonita, são largamente encontrados na crosta terrestre e são estáveis há milhões de anos, possuindo em sua composição química metais alcalinos, principalmente Ca, Mg e Fe, na forma de óxidos e de silicatos. 


    Assim, para a carbonatação mineral visando a CAC descobriu-se que o uso dentre os silicatos naturais, no caso, basalto, é visto como uma das soluções de CAC mais promissoras, pela abundância de minerais na crosta terrestre e sua estabilidade após o sequestro, o que viabiliza economicamente as operações de captura e armazenamento de carbono.


    Portanto, uma vez que ao utilizar o pó de basalto na agricultura, além dos benefícios minerais e nutricionais acrescentado a planta, este cria um banco de crédito de carbono, tornando o Brasil mais do suficiente na redução dos gases estufas, oportunizando ao mesmo o direito a créditos de carbono e pode comercializá-los com os países que têm metas a cumprir, o que fará gerar uma nova fonte de arrecadação ao país, e, especificamente ao Estado de Goiás.

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